segunda-feira, outubro 18, 2004
É de se espantar a parcialidade com que está sendo tratada a discussão em torno do anteprojeto que transforma a Agência Nacional do Cinema em Agência do Cinema e do Áudio Visual. A, já polêmica, ANCINAV têm dividido o setor audiovisual brasileiro. De um lado produtoras independentes e pequenas distribuidoras defendem a lei; no lado oposto, as grandes empresas do setor esbravejam contra o projeto, alegando ser uma proposta autoritária e retroativa. Entretanto, revistas e jornais não expõem claramente diversos aspectos da possível nova lei.
Nada mais previsível que a posição da Rede Globo em relação ao caso. No panorama atual, a Globo Filmes domina o mercado nacional, possuindo diversas emissoras de TV para a divulgação de seus filmes, se utilizando de atores já consagrados na tele-dramaturgia e recebendo o patrocínio de empresas estatais como a Petrobrás. O resultado dessa fórmula é a destruição dos concorrentes no mercado, trocando em miúdos, a legitimação do monopólio.
A situação se torna cômoda à Globo, que não paga maiores imposto para dominar o mercado e conta com o apoio estatal para suas produções. E é nesse aspecto que a ANCINAV se caracteriza como uma proposta democrática e justa.
Acusam o anteprojeto de autoritário, por propor uma comissão reguladora no setor. Ora, só o fato dessa lei estar sendo discutida no âmbito nacional já evidencia a intenção inicial de se construir um projeto que vise a democratização dos meios audiovisuais no país.
taxação proposta sobre o número de cópias dos filmes no território nacional irá abrir espaço para que outros filmes, já esquecidos na extensa fila de espera que se tornou o cinema brasileiro, mostrem seu valor até agora desconhecido pelo público.
Nada mais previsível que a posição da Rede Globo em relação ao caso. No panorama atual, a Globo Filmes domina o mercado nacional, possuindo diversas emissoras de TV para a divulgação de seus filmes, se utilizando de atores já consagrados na tele-dramaturgia e recebendo o patrocínio de empresas estatais como a Petrobrás. O resultado dessa fórmula é a destruição dos concorrentes no mercado, trocando em miúdos, a legitimação do monopólio.
A situação se torna cômoda à Globo, que não paga maiores imposto para dominar o mercado e conta com o apoio estatal para suas produções. E é nesse aspecto que a ANCINAV se caracteriza como uma proposta democrática e justa.
Acusam o anteprojeto de autoritário, por propor uma comissão reguladora no setor. Ora, só o fato dessa lei estar sendo discutida no âmbito nacional já evidencia a intenção inicial de se construir um projeto que vise a democratização dos meios audiovisuais no país.
taxação proposta sobre o número de cópias dos filmes no território nacional irá abrir espaço para que outros filmes, já esquecidos na extensa fila de espera que se tornou o cinema brasileiro, mostrem seu valor até agora desconhecido pelo público.