quinta-feira, dezembro 22, 2005
Noite
Na entrada eram só duas e um. Bagunça, barulho, a porra toda. Deve ser confusão de fim de noite. Ou incompatibilidade de gênios, ia falar o Aldir. Aí é que tá. Entrei. Abri a latinha. Não é nada não é nada, tô sozinho. Tô seguro. Gole. Polícia chega, pede a pinga e aí? Pinga aí. Pinga aí, "não dá nada", ia falar o gaúcho do lado com uma gauchinha que meu Deus do céu. "Eu tenho família lá. Na verdade sou gaúcho, já que meus pais são de lá. Vou todo ano pra lá, fico na praia. Conhece Xangrilá? Do lado de Atlântida." Gole. "Conheço, mas não gosto de praia. - Beleza, eu gosto", vou no banheiro.
Mas o polícia tava ali. E se eu te falar que o cópi ficou bÊbado? Falando sério. Tirou a arma, briga da galo de rinha, gritaria da mulherada, corre- corre. Abaixei. Levantei. Tudo bem. Votei na entrada e não eram apenas duas e um. Agora brigam três gazelinhas e um. O cara é grande e deve ter feito merda, mas tem o coração bom, já que ouve as reclamações. Pensei em ir embora. Porra nenhuma, entro de novo. O Seu Polícia conversa num canto em tom de ameaça com o Criolo do dobro do tamanho dele. Gole. Tô sozinho. Tô seguro. Quem não tá seguro é um loira de vermelho que acabou de entrar. Uma loira de um e setenta entrando num lugar desses é uma coisa muito séria. Pode ter o rostinho sinistro ou faltar até dedo na mão, mas é loira...
O Criolo pára, o PM já parou faz tempo, a briga já virou conversa lá na frente e ... "Tudo bem... (cumprimentos - beijinhos, dois.) Pronto. A partir de agora sou o cara que cumprimentou a loira. Medo. Não tô mais sozinho. Não tem mais gole. Bora, tá tarde. Mas eu cheguei agora. Bora. Deixa de ser grosso. Bora.
Acabou a luz.
FUDEU.
A gauchinha foi massacrada pelo Criolo na parede do lado de um palquinho que sediava uma pancadaria bonita, soco trocado em um mano-a-mano que valia a pena conferir no claro. O gaúcho sumiu, o Polícia pegou a cachaça na mão leve e levou pra casa. Estruturou -se o troca -troca, ninguém era ninguém...Os da entrada se acertaram: O cara escolheu a mais feinha, mas era a que o gaiato gostava realmente. As outras duas foram a pé pra casa.
A loira era mais uma, já que no escuro não tem loira nem morena e entrou na confusão do meio do salão.
A luz voltou, me disseram. Tudo bem. Tô em casa. Tô sozinho, tô seguro.
Camilo.
Na entrada eram só duas e um. Bagunça, barulho, a porra toda. Deve ser confusão de fim de noite. Ou incompatibilidade de gênios, ia falar o Aldir. Aí é que tá. Entrei. Abri a latinha. Não é nada não é nada, tô sozinho. Tô seguro. Gole. Polícia chega, pede a pinga e aí? Pinga aí. Pinga aí, "não dá nada", ia falar o gaúcho do lado com uma gauchinha que meu Deus do céu. "Eu tenho família lá. Na verdade sou gaúcho, já que meus pais são de lá. Vou todo ano pra lá, fico na praia. Conhece Xangrilá? Do lado de Atlântida." Gole. "Conheço, mas não gosto de praia. - Beleza, eu gosto", vou no banheiro.
Mas o polícia tava ali. E se eu te falar que o cópi ficou bÊbado? Falando sério. Tirou a arma, briga da galo de rinha, gritaria da mulherada, corre- corre. Abaixei. Levantei. Tudo bem. Votei na entrada e não eram apenas duas e um. Agora brigam três gazelinhas e um. O cara é grande e deve ter feito merda, mas tem o coração bom, já que ouve as reclamações. Pensei em ir embora. Porra nenhuma, entro de novo. O Seu Polícia conversa num canto em tom de ameaça com o Criolo do dobro do tamanho dele. Gole. Tô sozinho. Tô seguro. Quem não tá seguro é um loira de vermelho que acabou de entrar. Uma loira de um e setenta entrando num lugar desses é uma coisa muito séria. Pode ter o rostinho sinistro ou faltar até dedo na mão, mas é loira...
O Criolo pára, o PM já parou faz tempo, a briga já virou conversa lá na frente e ... "Tudo bem... (cumprimentos - beijinhos, dois.) Pronto. A partir de agora sou o cara que cumprimentou a loira. Medo. Não tô mais sozinho. Não tem mais gole. Bora, tá tarde. Mas eu cheguei agora. Bora. Deixa de ser grosso. Bora.
Acabou a luz.
FUDEU.
A gauchinha foi massacrada pelo Criolo na parede do lado de um palquinho que sediava uma pancadaria bonita, soco trocado em um mano-a-mano que valia a pena conferir no claro. O gaúcho sumiu, o Polícia pegou a cachaça na mão leve e levou pra casa. Estruturou -se o troca -troca, ninguém era ninguém...Os da entrada se acertaram: O cara escolheu a mais feinha, mas era a que o gaiato gostava realmente. As outras duas foram a pé pra casa.
A loira era mais uma, já que no escuro não tem loira nem morena e entrou na confusão do meio do salão.
A luz voltou, me disseram. Tudo bem. Tô em casa. Tô sozinho, tô seguro.
Camilo.