quinta-feira, julho 27, 2006
Amizade
Amiga de internet passou um ano fora e se queixou das amigas brasileiras. Estão todas umas babacas diz a amiga de msn. Concordei até porque me interessei pela história. Dei corda e ela seguiu: "
quinta vi umas amiguinhas por exemplo e vi que nunca tinha mais nada haver..."
É assim. O tempo passa, o dinheiro vêm e vai de nossas carteiras burguesas, as férias passam, os professores vão e partem em frente seus quadros negros... Mas os amigos não. Esse papo de amizade é sério pra cacete. E está todo mundo ficando um pouco mais babaca, o mundo está piorando.
Não é tempo de fazer amigos.
Camilo Pinheiro Machado.
Amiga de internet passou um ano fora e se queixou das amigas brasileiras. Estão todas umas babacas diz a amiga de msn. Concordei até porque me interessei pela história. Dei corda e ela seguiu: "
quinta vi umas amiguinhas por exemplo e vi que nunca tinha mais nada haver..."
É assim. O tempo passa, o dinheiro vêm e vai de nossas carteiras burguesas, as férias passam, os professores vão e partem em frente seus quadros negros... Mas os amigos não. Esse papo de amizade é sério pra cacete. E está todo mundo ficando um pouco mais babaca, o mundo está piorando.
Não é tempo de fazer amigos.
Camilo Pinheiro Machado.
quinta-feira, julho 06, 2006
Já choraram na vitória - 2 x 1
Faz 56 anos que um uruguaio chamado Obdúlio Varela chegou inquieto à rua Payssandu, onde ele e seus amigos se alojavam aqui no Rio. Era noite e bem tarde, a rua silenciosa, as palmeiras aquelas grandes quase que pedindo por favor, para que não façam barulho, pois alguém morreu. Varela percebia aos poucos um clima hostiu, de morte, de dor, de sei lá o quê. No hotel não havia ninguém para conversar sobre o acontecido, seu grande feito. Nas ruas lhe reconheciam e imediatamente desviavam a face.
Vai pro bar mais perto, pede a cerva e olha em volta. Puxa o cigarro e começa a lembrar lance por lance. Chutes, passes, e foram muitos os passes. Faltas, muitas faltas, mas sempre na lealdade que fazia jus ao seu caráter. O intervalo, o discurso que planejava a virada com a raiva típica de um oponente em desvantagem bélica. Pois atiraram com pedras, com grandes chutes, lançamentos e muita coragem. Como marcar Zizinho? Com os pés, lembrava Obdúlio. Recordou também dos conselhos ao jovem ponta direito Morán sobre as deficiências do Brasil.
E esse lembrar não o faz bem. Olha em volta novamente. O silêncio de meia dúzia lhe incomoda muito e não há semelhantes para rir, beber, fumar, gritar. Pois a vitória há de ser bem degustada no depois da conquista, de contrário nada vale muito.
E começa a chorar. O capitão, grande Obdúlio Varela, uruguaio ouro em 1950 em pleno Maracanã começa a chorar. Sente saudades da filha, pede mais um casco da cerveja, pede mais felicidade ao povo brasileiro e pede para passar o seu próprio e irresistível choro.
O Choro não era de felicidade.
quarta-feira, julho 05, 2006
Prazer, sou o técnico da Seleção Brasileira
Ninguém sabe ainda, mas acho que vocês merecem estar por dentro da nova. Sou eu o sucessor do Parreira na direção da seleção brasileira. O Ricardo Teixeira ligou pra minha casa em Macaé, minha mãe atendeu e passou o meu celular do Rio. Pois respondi num "Olha, até topo, mas vai mudar muita coisa", quando ele ligou. O presidente da CBF tem ciência de minhas discordâncias viscerais com sua instituição que comanda o fut. brasileiro desde a extinção da não menos maléfica CBD. Pois, vou eu.
Sim, sim.. imitando o João Saldanha em 1969, quando foi também convidado, já escolhi minha seleção, meus nomes, o esquema, o sistema de concentrações, treinos, tudo. Eu, Camilo Pinheiro Machado, novo técnico da seleça tupiniquim sou organizado acima de tudo.
Minha lista dos 23 nomes:
Goleiros: Jéferson, Hélton, Gomes.
Laterais: Cicinho, Ruy, Leandro, Jorge Vágner.
Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão, Fabão.
Meio: Arouca, Clayton, Juninho Pernambucano, Alex, Tinga, Lúcio Flávio, Rivaldo.
Ataque: Robinho, Nilmar, Lenny, Rodrigo Tiuí, Edmundo .
Susto? Eu sei. Não usei como critério quantas embaixadinhas faz cada um, quantas piruetas faz o outro, quantos comerciais faz aquele fulano...
São jogadores de clubes brasileiros e de certa qualidade técnica. Ainda assim, considero esses atletas de perfil ideal para suportar minha carga de coletivos e treinos físicos, já que rachão pra mim é coisa de escola. Também terão de aguentar a dura rotina da concentração. Eu serei o cozinheiro. Sem essa de cheff chique, muito menos banho quente. É ducha fria, mermão.
Proibido celulares, evidentemente. Sexo, só se for entre eles. Não terá Raica, Suzana Werner, nada disso, até porque Ronaldo e Júlio Cesar verão os jogos da seleção de casa a partir de hoje.
Jogou mal? Sai. Está gordo? Cortado na hora. Falou merda para a imprensa contando vantagem? Varig nele.
Estilo Felipão? Não. Ele já tá rico e dá palestras sobre seus métodos. Nunca aceitaria uma ducha gelada em concentração.
Ninguém sabe ainda, mas acho que vocês merecem estar por dentro da nova. Sou eu o sucessor do Parreira na direção da seleção brasileira. O Ricardo Teixeira ligou pra minha casa em Macaé, minha mãe atendeu e passou o meu celular do Rio. Pois respondi num "Olha, até topo, mas vai mudar muita coisa", quando ele ligou. O presidente da CBF tem ciência de minhas discordâncias viscerais com sua instituição que comanda o fut. brasileiro desde a extinção da não menos maléfica CBD. Pois, vou eu.
Sim, sim.. imitando o João Saldanha em 1969, quando foi também convidado, já escolhi minha seleção, meus nomes, o esquema, o sistema de concentrações, treinos, tudo. Eu, Camilo Pinheiro Machado, novo técnico da seleça tupiniquim sou organizado acima de tudo.
Minha lista dos 23 nomes:
Goleiros: Jéferson, Hélton, Gomes.
Laterais: Cicinho, Ruy, Leandro, Jorge Vágner.
Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão, Fabão.
Meio: Arouca, Clayton, Juninho Pernambucano, Alex, Tinga, Lúcio Flávio, Rivaldo.
Ataque: Robinho, Nilmar, Lenny, Rodrigo Tiuí, Edmundo .
Susto? Eu sei. Não usei como critério quantas embaixadinhas faz cada um, quantas piruetas faz o outro, quantos comerciais faz aquele fulano...
São jogadores de clubes brasileiros e de certa qualidade técnica. Ainda assim, considero esses atletas de perfil ideal para suportar minha carga de coletivos e treinos físicos, já que rachão pra mim é coisa de escola. Também terão de aguentar a dura rotina da concentração. Eu serei o cozinheiro. Sem essa de cheff chique, muito menos banho quente. É ducha fria, mermão.
Proibido celulares, evidentemente. Sexo, só se for entre eles. Não terá Raica, Suzana Werner, nada disso, até porque Ronaldo e Júlio Cesar verão os jogos da seleção de casa a partir de hoje.
Jogou mal? Sai. Está gordo? Cortado na hora. Falou merda para a imprensa contando vantagem? Varig nele.
Estilo Felipão? Não. Ele já tá rico e dá palestras sobre seus métodos. Nunca aceitaria uma ducha gelada em concentração.